segunda-feira, 14 de junho de 2010
Qualidade de Vida
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4491113-EI306,00-
RJ+Favela+do+Mandela+tem+IDH+pior+que+o+de+paises+africanos.html
domingo, 30 de maio de 2010
Nossa Escola no Diário Gaúcho!
Confiram:
http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/diario-gaucho/19,222,2918602,Todos-unidos-contra-o-crack-em-Montenegro.html
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Barriga nobre - Manoel Soares
No dia 10 de dezembro de 1948, o mundo conheceu um documento que tinha como objetivo colocar um pouco de ordem na bagunça que rolava depois da Segunda Guerra Mundial. Ontem, esse documento completou 61 anos e, infelizmente, ainda é pouco conhecido e, pior, e também não é seguido.
Para mim essa data tem um duplo significado, é aniversário de uma mulher que teve um dos atos mais corajosos que conheci até hoje. Para vocês terem uma idéia, com 28 anos, ela bolou uma fuga alucinante para tirar os filhos de um histórico de violência familiar.
Dizendo ao marido que ia a um encontro religioso, planejou tudo, tanto que distribuiu roupas pelas casas de vizinhas, que marcaram de encontrá-la na Rodoviária para que pagasse um ônibus e fugisse com os quatro filhos para um outro Estado, há mais de 200km de distância. Foi um dos atos mais audaciosos que vi um ser humano encarar, pois fazer isso em 1988 não era mole. Os movimentos sociais no Brasil não estavam tão maduros como hoje, ainda vigorava aquele papo que, se a mulher apanhava do marido, é porque merecia.
Essa mulher conta que seu maior sonho era ver os quatro filhos crescerem longe da violência e com melhores chances na vida, pois, dentro do contexto em que estavam, ficariam exilados entre a violência e a marginalidade. Hoje, 21 anos depois dessa saga, o objetivo dela foi alcançado. Seus filhos estão todos vivos e um deles escreve todas as sextas-feiras aqui, no Diário Gaúcho.
Mãe, não foi por acaso que a senhora nasceu no dia da promulgação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pois consegue condensar na sua história de vida e de luta a defesa de direitos que, na época, nem sequer conhecia. Sou grato por Deus ter me colado numa barriga tão nobre.
Feliz aniversário! E parabéns para as milhares de Ivanetes que, pelo Estado, defendem seus filhos com a mesma garra e a mesma determinação.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
TEXTOS DE MANOEL SOARES
O que motiva um menino a pegar uma lupa para matar formigas num dia de dia de sol?
Primeiro, o fato de ser maior, pois, infelizmente, nossa sociedade prega, segue e propaga a lei do mais forte. É como se o fato de termos alguém menor a nosso alcance nos dá o direito de pisar. Não sou daqueles que é contra a estrutura de poder. Desde que o mundo é mundo, sempre existiu gente em cima e gente embaixo. A questão é a tirania de quem está em cima.
Muitas pessoas são super-humildes quando estão na frente de poderosos, mas, basta colocá-los diante de quem é menor, que botam as garras de fora, e agem pior do que carrascos. Na verdade, se queremos saber quem é uma pessoa, é só lhe darmos poder.
Quem tem qualquer tipo de poder precisa exercitar sua bondade e seu senso de justiça. Poder sem bondade é tirania. Poder em benefício próprio é corrupção, independentemente do grau.
Muitas pessoas têm um pouquinho de poder e já se acham no direito de prejudicar outras para adiantar seu lado. A moral da vida é que riqueza compartilhada é riqueza abençoada. Não podemos ser mesquinhos, e medir nossos movimentos na hora de ajudar tendo como fazer.
Óbvio que não podemos jogar pérolas aos porcos. Existe maluco que nasceu verme. Você abre sua casa, ajuda um monte, depois, ele lhe golpeia pelas costas. Isso, infelizmente, é comum. Sendo assim, temos de ser seletivos na hora de abrir nosso coração. Afinal, meu amor e minha compaixão são preciosos demais para dar para qualquer um.
Não deixar o rancor dominar o coração é um bom caminho para usar o poder. Há maluco que aproveita o poder para se vingar, é outra atitude mesquinha. Afinal, a maior ofensa que meus inimigos podem levar é o meu sucesso. Quero-os saudáveis e gordos para comer salgadinhos nas minhas festas, e terem de me olhar nos olhos e dizer: “Obrigado”.
Sei que pode parecer legal ser como o menino da lupa, e ver as formigas queimarem ao sol, mas temos de resistir.


